O que representa na América Hispânica a chamada "nova narrativa hispano-americana", que vai culminar com o uso da estética do fantástico(antes chamada de Realismo Mágico).
Para isso é preciso que se estabeleça uma diferença entre os escritores que pertencem ao Maravilhoso, ao Estranho e propriamente ao Fantástico.
Certa vez, li um texto de Borges: O Aleph. Incrível a sensação que me causou, o estranhamento. Esse texto foi discutido em sala de aula (aula do professor Luiz Fernando); parecia que eu tinha perdido alguma coisa, o fio da meada. Em pesquisa sobre o assunto encontrei autores magníficos como Carlos Fuentes, Manuel Puig. O professor com toda propriedade aguçou minha curiosidade, e então, de estranhamento - que é natural dos textos - passei a entender que O Aleph, simboliza o momento de uma vida, a partir da recriação do surreal o autor além da invenção da realidade cria uma outra acima desta fantasia. O Aleph é um dos pontos do espaço que contém todos os pontos. Borges, ao criá-lo ficcionalmente, apropria-se de conceitos metafísicos, sem contundo pretender à transcendência. Transgressão da realidade causando sentimentos.
A Literatura Fantástica provoca angústia e estranhamento ao leitor.
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